Archive for July, 2008

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Homem ganha dinheiro com seus puns

July 24, 2008
http://www.tsunamimag.com/67/LIFESTYLE/PERFORMANCE/Mr-Methane.jpg

Ele ganha dinheiro com seus puns e para os mais intimos “peidos”. Desculpa se ofendo aqueles de ouvidos mais senciveis.

O britânico Paul Oldfield, mais conhecido como Sr. Metano, tem feito fama pelo talento de seus puns. O cara consegue absurdos com seus flatos. (Acho chiquerrimo falar flatos. Meu marido me acha esnobe quando uso este nome chique para algo tao fedorento)

O Sr. Metano eh capaz de enterpretar o Danubio Azul, Parabens pra vc, soprar velinhas e acredite se quiser ele consegue arremessar um dardo com a sua força interior. O cabra tem fama internacional. Já foi dar show no Japão, Turquia, Australia.

Assista o video abaixo e vc vai ter uma idéia do que eu estou falando.

Eu sei que os homens vao amar este post e as mulheres provavelmente detestar, mas com certeza a maioria vao rir.

Um abraco e divirta-se.

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Brasileiros, Matam Criancas e não São Considerados Criminosos

July 23, 2008

Eu tinha chegado na Inglaterra a uma semana e estava participando de uma reuniao da organização onde trabalho. Estava meio que destraida, quando convidaram uma brasileira para estar fazendo uma apresentação. Ela estava alí para falar sobre o infanticidio indigena no Brasil. Nunca havia participado de nada semelhante no Brasil e derrepende ali estava, a milhas de distancia do meu país para ouvir o que está acontecendo debaixo do nosso nariz e por algum motivo, nós temos fechado nossos olhos.
Marcia iniciou falando sobre o numero de crianças que são sacrificadas nas tribos indíginas no Brasil e devido a lei de proteção de preservação cultural. O pior é que ninguém pode fazer muita coisa a respeito. As pessoas que tem decidido se levantar contra esta realidade, tem encontrado resistência dentro do próprio governo ou pela própria mídia. Quem não se lembra da reportagem do Fantástido, sobre o casal de missionários que tentavam uma autorização do governo para dois bebes de aproximadamente um ano de idade, pudesse fazer uma operação? Estas duas crianças deveriam ser assacinadas pelos seus pais, segundo a cultura de suas tribos, devido a deficiência física. Porém estes pais decidiram lutar pela vida de seus filhos e foram de encontro as leis de seu próprio povo.
Muitas crianças indígenas têm sido sacrificadas no Brasil. Algumas são abandonadas pelos pais logo ao nascer. Outras são mortas mais tarde, se manifestarem algum problema no desenvolvimento. Além disso, muitas crianças e adolescentes se suicidam anualmente nas tribos, tomadas pela mais absoluta falta de esperança. Algumas dessas crianças recebem veneno das mãos dos pais, ou são incentivados por algum parente a dar fim a própria vida. Estima-se que aproximadamente 300 crianças de tribos indígenas morrem assacinadas por ano no Brasil.
No final da palestra de Marcia e Suzuki, casal que trabalha com a tribo Suruwahá a mais de 20 anos, eu me senti péssima. Afinal sempre ouvi nas escolas que não deveríamos estar interferindo na cultura das tribos, que deveríamo respeitá-los, mas creio que a mensagem que é passada, é que eles são como animais em extinção e não seres humanos, mas isto não é verdade. Decidi aqui na Inglaterra, que não posso me calar diante desta realidade e que não existe desculpa para o assacinato de centenas de crianças todos os anos, só porque existe uma lei cultural que ordena isto. Respeito sim os indios do meu país, mas não posso fechar os olhos e tratá-los como animais. É por respeitá-los que hoje eu decisi usar este meio de comunicação para denunciar o que vem acontecendo, para que possamos nos levantar contra estes crimes e que estas crianças especiais, deficiente, filhas de mães solteiras, tenham o direito a vida, tanto quanto eu e você. Creio que o maior respeito que posso demontrar por uma cultura é poder ensinar o valor de uma vida.
Apartir de então decidi nao me omitir, e passei a acompanhar esta situação do nosso pais.
Marcia e Suzuki iniciou uma grande campanha no Brasil e fora, a favor de uma lei chamada Le Muwaji. Vcs devem ter ouvido falar dela nestes ultimos dias. Um filme foi feito para denuciar o que acontece nas tribos. Vc pode assistir ele no site
www.hakani.org/pt/ ou parte dele no youtube www.youtube.com/watch?v=O3pU1xYxYDw
Eu conheci Hakani pessoalmente e posso dizer ela eh linda e eh um milagre com certeza.
Na ultima semana tivemos uma grande vitoria na camera dos deputados. Em seu ultimo email Marcia diz o seguinte:
“A grande campanha a favor da Lei Muwaji, promovida por diversos setores da sociedade, por líderes indígenas, igrejas, grupos de direitos humanos e pela população, alcançou seu objetivo principal. A Deputada Janete Pietá, relatora do projeto, foi pressionada a desengavetá-lo. No último dia antes do recesso parlamentar ela entregou seu relatório. Foi um relatório favorável à votação da Lei, o que é uma grande vitória. Com a pressão nacional e internacional, ela foi forçada a admitir que o problema existe e que deve ser discutido pelo Congresso Nacional. O que era antes um “não-problema” passa a ser uma questão de fato, dentro do Congresso Nacional. Com o relatório favorável, o projeto de lei terá que ser discutido e votado na Comissão de Direitos Humanos e Minorias. Isso significa que o assunto não pode mais ser ignorado, escondido numa gaveta e fadado ao esquecimento. Além disso, a Comissão aprovou por unanimidade uma audiência pública com a exibição do filme Hakani, seguido de um debate sobre o tema. Os deputados estão sensibilizados e o caminho está aberto. A outra parte da história é a seguinte. A Deputada Janete aprovou o projeto de lei, mas não na forma que o Deputado Henrique Afonso propôs. Ela escreveu uma proposta substitutiva. Nessa proposta, ela tirou toda a força do projeto. No PL original, o Estado teria que deixar de ser omisso e oferecer socorro às crianças em situação de risco, bem como providenciar abrigos para as famílias que querem sair das aldeias para salvar seus bebês. Os casos de crianças em situação de risco teriam que ser notificados e a omissão seria tratada como omissão mesmo – como crime. No sustitutivo da Janete, o Estado se exime de toda a responsabilidade sobre a morte das crianças indígenas.O texto da lei apenas diz que os órgãos competentes deverão promover campanhas pedagógicas nas aldeias. Só isso. Mesmo assim, a Comissão de Direitos Humanos está se mobilizando e alguns deputados vão entrar com voto em separado. Isso significa que eles não irão votar no substitutivo da Janete, mas farão seu próprio voto. São deputados que estão a favor da causa e entenderam a jogada da Janete para enfraquecer a Lei Muwaji. Temos agora duas frentes de ação
Enviar mensagens e outras formas de conscientização dos deputados da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, explicando que o substitutivo da Janete não resolve.
Presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados – POMPEO DE MATTOS – dep.pompeodemattos@camara.gov.br
Pressionar a Janete para que ela mude seu voto. Ela pode fazer isso. Ela é muito sensível à pressão em Guarulhos – o marido dela é candidato à reeleição lá. dep.janeterochapieta@camara.gov.br
Ministro da Justiça – TARSO GENRO gabinetemj@mj.gov.br ”
Eu estou fazendo minha parte, agora e a sua vez.

Um beijo

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Um Homem Leva 15 Anos Para Remontar 90 Cartas de Amor que Enviou Para a Esposa

July 22, 2008

Semana passada li uma reportagem no Globo que achei uma doçura. Era sobre um britanico de 82 anos que levou 15 anos remontando as cartas de amor enviadas a sua esposa, que em um ataque de raiva rasgou em mais de 2 mil pedacinhos.
As correspondencias foram enviadas durante sete anos quando ele viajava a trabalho pela Europa durante a década de 40 e 50.
Tom  Howard iniciou o trabalho em 1993 e terminou a aproximadamente semana passada, tres anos depois que sua esposa morreu.
“As cartas trouxeram de volta tempos tão bons”, afirma. “Ainda sinto muita falta da Molly, mas ter essas lembranças me ajuda.”.
Ele afirma que amou sua esposa desde a primeira vez que a viu. “Foi em uma festa da nossa vila, e essa moça pulou do carrossel e veio correndo em minha direção”, conta. “Era a Molly, e isso aconteceu em 19 de julho de 1948. Na época, ela tinha 18 anos, e ele, 23. Eles se casaram em 1955 e tiveram três filhos e seis netos.
Amo meu marido de paixao e me sintou loucamente amada por ele também. Tomara que este sentimento permaneca, e que em no futuro possamos estar publicando nossas cartas de amor.

Um beijo

http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL647249-5602,00-BRITANICO+LEVA+ANOS+PARA+COLAR+PEDACOS+DE+CARTAS+DE+AMOR.html

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A Alegria e o Sofrimento que a Vitória Causa

July 17, 2008

Creio que todos já viram nos filmes, a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém. A recepção que ele recebeu representava a esperança que o povo tinha de que Jesus iria trazer para eles a libertacao politica que eles tanto queriam. Foi uma recepção de vitoria que eles acreditavam que Jesus estava trazendo para eles. Por isto gritavam Hosanas. Salva-me Senhor!

A vitória realmente aconteceu, não como o povo esperava, mas ela chegou e junto com ela veio mudança na rotina do povo.

Quase sempre a vitória política e espiritual traz um periodo de muito sofrimento para que os resultados possam ser desfrutados.

A empolgação do momento da vitória em nada se compara ao sofrimento da reconstrucao que ela requer.

Depois desta entrada triunfal, Jesus teve que passar pelo momento de grande sofrimento para que a vitoria pudesse ser validada

A vitoria é validada com o sofrimento que a mudanca da realidade vai causar.

Podemos observar isto na história. Depois que os judeus foram libertos do cativeiro egipcio, o povo teve um momento de grande celebracao, de extase mesmo. Mas naquele momento ninguém poderia imaginar os 40 anos no deserto que estavam por vir.

Da mesma forma podemos observar a empolgacao do termino da segunda guerra. Os judeus dos campos de concentracao, se alegraram imensamente com a notícia do fim do conflito e tanta humilhação, mas em seguida, estes tiveram que contabilizar suas perdas, reconstruir suas vidas. Com certeza este período foi periodo de muita dor e questionamentos.

Mais recentemente podemos citar como exemplo também os Iraquianos que celebraram a queda do regime de Sadam, mas com certeza não imaginavam que teriam enfrentar a crise que estao vivendo hoje.

Não quero estar invalidando o prazer da vitória. Vamos celebrar sim, vamos viver intensamento a alegria que a vitoria nos proporciona. Vamos pular rir, expressar nosso jubilo. Mas vamos estar cientes de que esta empolgacao é momentanea, vai passar.

O tempo de reconstrução vai vir em seguida e este muitas vezes eh doloroso e vai requerer força de vontade, renuncia e um alto preco a ser pago.

A vitoria de Jesus na Cruz, trouxe grande esperança e alegria aos seguidores de Jesus, mas trouxe também grande sofrimento, pois com a vitoria veio a responsabilidade de reconstrucao do Reino de Deus aqui na terra. O preco foi muito alto, mas valeu a pena, pois hoje podemos estar vivendo o mistério de viver o evangelho da graça, do perdão e do amor incondicional.

Um beijo

Damares

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Deixem Nossos Meninos Serem Meninos

July 8, 2008

Hoje quando dei minha passada matinal na pagina do “The Time” Aqui na Inglaterra, me deparei com um artigo intitulado “Nao Ensine Nossos Meninos Serem Como Meninas”. Este artigo escrito por Nicola Pearson. Amei o conteúdo. Até porque me ajudou a me sentir um pouco melhor com relação a forma que tento criar meus filhos.

Desde que cheguei aqui na terra da Rainha Vitória, tenho recebido alguns elogios e críticas com relação a forma que tento criar meus filhos. Os comentários são do tipo: “Como vc tem coragem de deixar seus filhos brincando sem estar perto deles?” “Incrivel como seus filhos conseguem andar descalço!” “Damares, Mateus e Amanda estão brincando sem sapato, eles vão se machucar.” “Seus filhos são tão energéticos né? Será que é porque são brasileiros?” Estes e outros comentários são constantes.

Engraçado, porque no ínicio deste ano nós passamos 12 semanas no Brasil  por quatro diferentes estados trabalhando. Minha familia estava comigo, inclusive meus filhos “super ativos”. Durante todo o tempo que estive lá os comentários eram exatamente o oposto. “Como seus filhos são comportados, quietos! Eles não são nada agitados. Por isto vc pode fazer o tipo de trabalho que vc faz com eles. ”

Tive que rir, afinal quem é mesmo que está certo?

Na relidade não estou aqui para fazer apologia a nenhuma cultura, reconheço que somos diferentes e são estas diferenças que nos enriquece, mas confesso que fico confusa em como devo estar criando meus filhos, com minha mentalidade latina modernista (nem sei se esta expressao existe) ou se devo estar dando ouvido ao que alguns educadores do primeiro mundo tem dito por ai.

Neste artigo mesmo diz “Se vc fosse um energético menino de 9 anos de idade, amasse a escola, tivesse dado seu melhor. mas também amasse ganhar dos seus amigos em todos os jogos possiveis, imagine como vc se sentiria com  a loucura do nosso sistema de educação nas escolas publicas, onde os jogos de bola foram banidos dos patios em tempo de chuva (o que é bem comum aqui na Inglaterra) e ser competitivo se tornou problema…” Afinal agente sempre aprende que o importante é competir. Mas vamos ser honestos e concordar que se o importante é competir, o gostoso mesmo, e o que dar prazer é ganhar. Rsrsrsr. Desculpa ai professores!!!

Sue Palmer, uma pedagoga aposentada autora de um livro chamado 21st Century Boys, “Meninos do Século 21″ ainda não publicado. Ela diz que correr, se arriscar, se balançar, competir uns com os outros, é uma necessidade biologica dos meninos, para se desenvolverem apropriadamente. “Se eles não tem espaço para isto, muitos deles vão acharimpossível ficarem sentados quietos, se concentrarem em uma leitura, segurarem um lapis. Portanto seu comportamento será considerado difícil e acabarão acumulando fracassos.”

“Meninos precisam tres vezes mais ajuda do que as meninas na hora de aprenderem a ler e 75 por cento das criancas com problemas de hiperatividades são meninos. “Nós estamos perdendo nossos meninos na idade das peraltices e particularmente quando estão sendo alfabetizados. ” Palmer diz que ” Isto porque nos últimos 30 anos , masculinidade se tornou em embaraçoso.”

Pesquisas feita por Simon Baron-Cohen, professor em Cambridge diz em uma de suas teorias que meninos tem a tendecia de serem sistematicos e as meninas mais empáticas. Isto explica porque os meninos não são muito chegados a leitura e comprienssão, fica atraz das meninas em alfabetização. Muitos meninos acham mais fácil explicar o funcionamento de um relógio do que discutir como um personagem em uma história esta se sentindo.

Mudar isto fica meio dificil, porque assim como no Brasil as escolas primarias aqui são dominadas pelo mundo feminino. Aqui existem sete vezes mais mulheres nas escolas primárias do que homens. Creio que no Brasil a diferença ainda seja maior.
Algumas professoras do pre-escolar aqui tiveram que retirar brinquedos direcionados para meninos ou meninas, como trator para meninos e ursinho de pelucia para meninas. Isto devido a teoria “Vc é formado pelo seu meio, portanto passou ser responsabilidade da professora, socializar meninos longe das suas inclinações naturais, encorajar as meninas a estudarem assuntos tradicionalmente masculinos, como tecnologia”. Diz Christine Skelton, Professora que defende Igualdades entre homens e mulheres na educação pela universidade de Birmingham.

Agente tem que admitir que parte destas teorias foram extremamente positivas e necessarias, mas creio que temos levado algumas de nossas conquistas ao extremo. A diferença é legitima e serve para complementar e não ameaçar.

Palmer, que escreveu sobre isto no “The Time” diz ” A maioria das mulheres não gostam de se arriscar naturalmente, portanto professoras que não ajudaram ou participaram na criação de irmãos ou não tem filhos, comportamento destes pode ser ameaçador. Brincar de briga por exemplo, tem seu auge aos sete ou oito anos, na maioria das vezes não é agressivo, é um comportamento social. É a forma com que os meninos se conhecem… Muitas professoras ficam horrorizadas quando eu faço a sugestão de deixar os meninos brincarem de briga ou gritarem, porque eventualmente eles vão sair do outro lado com condições de negociarem.”

Eu tenho um menino de quase seis anos de idade e eu posso realmente confirmar isto. trabalhei com meninos de rua também por 13 anos e como isto é verdade! Na realidade percebo isto na forma que meu marido se relaciona com nosso filho. As vezes chamo atenção do Paulinho por estar brincando de briga com Mateus, achando que ele pode estar se machucando e por diversas vezes Mateus ficou chateado comigo dizendo. “Mamae, agente só está brincando!” Homem é bicho esquisito mesmo!

Outro ponto é que meninos buscam por aventura. Só que nossa sociedade é totalmente avessa a qualquer tipo de risco que por ventura envolva criança. Por isto as pessoas aqui muitas vezes me chamam atenção, por deixar Mateus, seis anos de idade ou Amanda quatro anos brincando por meia hora sem supervisão proxima. E olha que eu moro em uma comunidade que eu diria alternativa, onde todos se conhecem e se preocupam uns com os outros, em um condominio fechado. Imagine se morasse em uma vizinhança normal aqui na Inglaterra.

Quando foi que vc viu um grupo de meninos subindo em uma arvore aqui na Europa ou no centro de São Paulo?

Percebo que muitas vezes estou perto supervisionando meus filhos, porque tenho medo do que os outros vão pensar de mim, caso eu os deixe só. Fico horrorizada so de pensar que as pessoas achem que estou sendo irresponsável.

Mateus deu uma topada na semana passada. Embora eu tivesse por perto eu não vi ele se machucando e para piorar a situaçao ele estava descalso. Fiquei arrasada. Não por ele ter se machucado. Afinal quem é que nunca levou uma topada no dedão do pé na vida? Pelo menos os brasileiros da minha geração que brincou de pique bandeira na rua com certeza ja experimentou esta dor quase que orgásmica. Fiquei chateada por ter um monte de gente por perto e por imaginar que eles estariam pensando de mim.

Dan Travis, treinador esportivo, que esta liderando uma campanha para trazer de volta a competicao nas escolas aquiinglaterra diz: “O esporte para todos os genios tomou espaço nos anos setenta e nunca saiu de moda. Jogos devem existir para incluir, sem que haja um ganhador.” “Esta forma de pensar é desastrosa para os meninos, que precisam de competir para estabelecer seu espaço na hierarquia, que é como como eles organizam suas amizades…” “A auto-estima veio com os americanos e agora nenhuma criança pode “perder” de forma nenhuma.”

O artigo não quer trazer o entendimento que os meninos devem se comportar da forma que quiserem sem nenhuma disciplina, mas exatamente o contrário. O que precisamos aprender é celebrar nossas diferenças que nos tornam únicos. Ajudar nossos meninos e meninas a se entenderem melhor e saber o que é natural e o que não é.

Portanto o importante não é a igualdade entre os sexos, mas o entendimento das suas diferenças e seu espaço dentro da nossa sociedade. Um foi feito para complementar o outro e isto não tem nada haver com ser superior ou inferior, mas tem haver com a essencia de quem realmente somos.