Archive for June, 2008

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Pastores de Rua

June 30, 2008

Por anos as igrejas tem permanecido dentro de seus arranhaceis esperando que as pessoas cheguem até elas. Os programas desenvolvidos são para crentes e não para quem realmente precisa de uma experiência profunda com Deus.

Nos últimos anos um novo conceito tem nascido. “A Igreja de Rua”.

A rua se transformou em igreja!

Os membros, são pristituas, bebados, drogados, bandidos, toda escória da sociedade.

Os cultos deixaram de acontecer nos horários nobres e passaram a acontecer no meio da madrugada.

O terno se transformou na calça jeans e na jaqueta Azul.

A gravata passou a ser usado na cabeça em forma de boné.

A Bíblia deixou de ser carregada debaixo do braço e agora é carregada no coração e aplicada com os ouvidos, mãos e olhos, prontos a servir quem precisar.

Na grande Londres, onde pessoas de todo o mundo se misturam, um fenômeno tem chamado atenção das autoridades pela forma inusitada de evangelismo. São os “Street Pastors” (pastores de rua) que tem sido facilmente encontrados nos lugares mais violentos da cidade. São cristãos, que se juntam nas noites de Sexta Feira e Sábado, com o objetivo de estar levando ajuda de forma prática e objetiva aos locais onde as igrejas não tem tido coragem de alcançar.

A ideia começou na Jamaica, onde igrejas decidiram aplicar seus princípios nas ruas, nos locais onde normalmente não se encontram crentes.

Hoje a o movimento tem crescido tanto aqui na Inglaterra que até a Policia Metropolitana e Associações de Vizinhos, tem se juntado para apoiar a iniciativa que comprovadamente tem dado resultados positivos.

O objetivo é reuduzir a criminalidade e levar a igreja até a rua.

Antes de subir no pulpito das ruas, cada Pastor de Rua, tem que passar por um curso de oito semanas onde recebem ferramentas na área de Aconselhamento, conhecimento básico sobre drogas e seus efeitos, evangelismo, e muito mais.

Quando estão nas ruas o objetivo sempre é o mesmo, conversar e ouvir as pessoas que eles encontram.

No meio de olhares curiosos é comum estes pastores serem reconhecidos pelas ruas. Em ação, estão sempre em grupo com um lider mais experiente.

“Por incrivel que pareça existe um respeito especial pela palavra de Deus”, comenta uma pastora.

Muitas destas pessoas são traficantes de drogas e usuários que quando veem o grupo, buscam se comportar.

Embora a ação aconteça em áreas muito perigosas, durantes estes três anos do movimento, nenhum pastor foi agredido fisicamente. Hoje são mais de 400 atuando em todo Reino Unido.

Um dado interessante neste movimento, é que setenta por cento dos Pastores de Rua são mulheres. Porque será? Será que os homens estão com medo?

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Esposa Presenteia Marido Com 365 dias de Sexo

June 19, 2008

O que vc acha de receber uma caixinha bem bonitinha com um um  “Vale Sexo” ? Em baixo com letras bem eróticas (se é que letra pode ser erótica) escrito – Vale sexo todas as noites por um período de 365 dias?

Foi o que uma americana fez. Presenteou o marido com relações sexuais todos os dias, durante um ano. A experiência foi tão positiva que ele lançou um livro intiluado 365 Nights – A Memoir of Intimancy ( 365 noites – Uma história de intimidade) O livro foi escrito por Charla Muller de Carolina do Norte.

Quando o marido fez 40 anos Charla propos a ele uma jornada de sexo todas as noites durante um ano.

Eles tinha um casamento solido de oito anos onde o sexo tinha virado rotina.  Ela achou a idéia interessante para reanima-los.

Surpriendentemente o marido recusou de inicio. Sempre achei que este seria o sonho de todos os homens casados. Ouço tanta reclamação nesta área por parte deles.

Mas em seguida ele decidiu aceitar.

“A idéia cumpria todos os requisitos de um bom presente: inesperado, bem pensado, memorável, com boa relação custo-benefício e, especialmente, perfeito para quem o recebe”, diz o livro.

Para cumprir a tarefa, o casal teve que criar um calendário diário para a atividade e algumas regras básicas para conseguir manter relações todos os dias.

Entre as regras, por exemplo, estava a possibilidade de um dos dois negarem fazer sexo se não estivessem com vontade .

Além disso, quando um dos dois estivesse viajando a trabalho, não teriam relações e não precisariam “repor” os dias que perderam obrigatoriamente.

“A proposta não foi feita para se tornar uma maratona ou para batermos algum recorde, mas uma tentativa sincera de aproximação pela intimidade e conexão diária”, afirma o texto do livro.

“O casal revela que não fez sexo durante os 365 dias, mas que manteve uma média de 26 a 28 dias por mês.

“O presente foi uma forma pessoal – bem pessoal – de mostrar ao Brad como eu estava comprometida com nosso casamento”, afirma Charla Muller em um dos trechos do livro, publicado pela editora Berkley Books.

Parece que a intimidade física compulsória criou uma intimidade emocional. “Isso requer uma gentileza e uma capacidade de perdoar diárias, e que as pessoas não sejam ranzinzas ou resmungonas, e acho que nenhum de nós havia experimentado algo de parecido no passado”, diz Charla.

“O que fizemos tornou mais fácil que nos abramos a novas idéias, sejamos mais espontâneos”, diz o esposo. “De modo que não voltamos aos velhos hábitos de sempre manobrar para conseguir ou evitar sexo”.

Charla concorda: “É muito melhor agora do que no passado. Eu posso demorar a pegar embalo, mas a lição foi realmente importante”.

Eu achei a ideia muito criativa. Não sei se teria coragem de oferecer um ano, mas quem sabe, uma semana, 15 dias, ou até mesmo um mês?

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Copinho da Mestruação

June 19, 2008

Esta notícia é para nós mulheres e alguns homens interessados no nosso misterioso mundo!.

Todo mês temos que comprar nosso absorventes higiênico ou nosso Tampax.

Porém a semana passada eu descobri o Copinho da Mestruação! Chega de gastar dinheiro com absorventes, que tanto danos causa ao nosso meio ambiente

Com este copo, que é feito de silicone, vc recolhe o sangue, ao invés de absorve-lo. Retira, joga fora, lava e depois coloca-o de volta.

Nunca imaginei algo parecido. Se vc for no youtube vc vai ter um monte de informacao e até mesmo algumas demostrações.

A motivacao por tras deste copinho é ecológica. Os absorventes são feitos com material semelhante ao da fralda descartavel, que segundo informação, demora mais de 300 anos para poder se decompor na natureza.

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Mas se vc gosta de colaborar com a preservacao do planeta, mas não se sente confortavel com um copo dentro de vc, existem outras opções tb interessantes, que são os absorventes de pano.

Semelhante as fraldas de pano. Vc usa e depois lava, para poder usar de novo.

No final das contas andamos mesmo em círculo não é mesmo? Nos oferecem a comodidade e depois nos fazem nos sentir culpados por usufruir do conforto.

Para quem ainda é novo no assunto, mestruação é um período de três a cinco dias que a mulher tem a cada 28 dias, onde ela expele fluido de sangue. Este sangue é o sangue das paredes do útero que foi construida para uma possível gravidez. Quando ela não acontece, as paredes se desfazem e ai o sangue é expelido.

http://www.divacup.com/?gclid=CMDru5-hgJQCFQHilAod9kIbWQ

http://www.mooncup.co.uk/

http://www.gladrags.com/

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Casa Ecologicamente Correta

June 16, 2008

Imagina uma casa sem ar condicionado, aquecimento central, gás de cozinha e nem energia fornecida por companhias de eletricidade. Esta realidade nao é a das casas do interior do sul do Brasil nao, mas de alguns condominios em Londres mesmo. São as casas ecológicamente correta. Os vidros das janelas, que são abundantes aqui, são substituidas por placas que captam energia solar. Este sistema fornece luz para todo o sistema eletrico da casa e ate o fogao funciona com a energia fornecida pelo sol. As paredes são recheadas com papel picado e estopa, para garantir o calor no inverno. No verao tubos grandes semelhantes a chamine, captam e distribuem ar fresco por toda a casa. Até a agua da chuva é recolhida para um tanque no porão da casa.

O material usado na construcao é material reaproveitado de demolição, a madeira de florestas plantadas exclusivamente para fins industriais e o tijolo é cru, que nao vai para o forno.

Todo este movimento já gerou até mesmo um projeto que pretende estabelecer que até 2016, todas as casas do país seja construida de acordo com as normas de proteção ao meio ambiente.

Que bom que as autoridades estão acordando para esta realidade. Nós como igreja e participantes ativos da comunidade, precisamos fazer a nossa parte também.

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Slow Food – Movimento contrario a cultura Fast Food

June 13, 2008

“A Pressa Inimiga da Perfeição e do Prazer”

Quem lembra deste ditado, tão usado pelos nossos pais? Ou “Deixa de fazer serviço de preguiõso meninos!” Sempre que tentávamos fazer qualquer coisa as pressas. Com o ritmo que a tecnologia nos impos, parecia que estes proverbios tinham saido de moda, mas parece que a ideia esta voltando.

Em toda a Europa, ganha força um movimento intitulado “Slow Europe” . Um movimento que vai na direção contrária a idéia que Tempo é dinheiro, lançada com a revolução industrial.

O curioso é que uma das “funções” de todo o aparato trazido pela modernidade seria a de poupar nosso tempo para que tivéssemos tempo para fazer outras coisas. Mas… estaríamos conseguindo? “Tudo o que se inventou foi para ganhar tempo, e as pessoas andam cada vez mais sem tempo. Este é o paradoxo dos nossos dias”, observa António-Pedro Vasconcelos, ligado ao movimento Slow Food.

Slow Food”, que é um contraponto à padronização dos sabores trazida pelo fast food. Tem como objetivo preservar a identidade cultural através da tradição gastronômica e da diversidade de sabores, além de resgatar o prazer de comer sem pressa.

A visao é que que as pessoas poderiam curtir mais a preparação dos pratos, comer e beber devagar, degustando os sabores na companhia dos amigos e da família.

Tudo começou como um protesto à chegada da primeira loja do McDonald’s na Piazza di Spagna, no centro de Roma. O ano era 1986 e nascia assim uma associação chamada Slow Food, que conta hoje com 82.000 associados. O movimento fundado pelo italiano Carlo Petrini sugestivamente ostenta como símbolo um caracol (lento e saboroso?) e, apesar de ter tido a Itália como epicentro, atualmente está espalhado em outros países da Europa, Japão e até nos Estados Unidos, país ícone da cultura fast.

O Slow Movement trata de recuperar a relação muito antiga, quase ancestral, entre a comida e os momentos de prazer, celebração ou intimidade: Não se imaginam comemorações de qualquer tipo – sejam aniversários, natal, ano-novo ou festas de casamento – sem mesas de causar tentação ao mais disciplinado dos dietaholics. Jantares são usados como armas de sedução e conquista.

Compartilhar alimentos e bebidas com o outro é diminuir hostilidades, quebrar barreiras. Não é à toa que as campanhas de cerveja e refrigerante quase sempre mostram amigos num clima de descontração, celebrando a alegria. E você já deve ter reparado que visitas menos íntimas ficam restritas à sala de visitas, enquanto pessoas mais próximas são levadas pra conversar na cozinha.

“não se trata de banir o fast food”, afirma Carlo Petrini. Eleito em 2004, pela revista TIME Europa (edição Outubro’04), o Herói Europeu do Ano, com direito a uma matéria que o intitulou de “The slow revolutionary”, Petrini diz que o Slow Food trata antes de reeducar os sentidos, “sentir o aroma do vinho ou da comida, porque o olfato é o mais sofisticado dos nossos sentidos e o mais fortemente ligado às emoções. Ou seja, tornar mais poética a alimentação”. Nós mulheres vamos amar a idéia de um longo e romantico jantar a luz de velas, caso algum homem queira aproveitar a idéia.

“Experimente então trocar um pouco de fast por uma pitada de slow. Substitua de vez em quando o Do it now! (Faça agora!) pelo Dolce far niente… (Doce fazer nada…), os óbvios pontos de exclamação pelas tão sugestivas reticências…
E, sabe aquele trio hambúrguer-batata-e-refrigerante? Arrisque uma vez trocá-lo por um jantar a luz de vela, com direito a um longo tempo de preparacao, um banho de banheira, um perfume e uma roupa especial. Aposto com você que tem gente que vai adorar… “

Site indicado por um dos leitores: http://www.slowfoodbrasil.com/

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Eu Te Amo!

June 13, 2008
Tu acabas de fazer 82 anos. Encolheste seis centímetros e não pesas mais que 45 quilos. Tu continuas sempre bela, graciosa e desejável. Faz 58 anos que vivemos juntos e eu te amo mais do que nunca. Recentemente me apaixonei de novo e de novo carrego em mim um vazio avassalador que só é preenchido por teu corpo apertado contra o meu. Nós nos amaremos, sendo que na morte, um não há que sobreviver ao outro. Se houver uma segunda vida, nós desejamos passá-la juntos.”
Andre Gorz
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Presidente Lula e o Cancer de Prostata

June 12, 2008

“O homem tem a maldita mania de achar que ninguém pode botar a mão nele. Ele é todo machão, mas quando pega um câncer de próstata, é virado do avesso. Gente, nada substitui o toque”
presidente Luiz Inácio Lula da Silva,
defendendo a realização de exames de prevenção contra o câncer de próstata.

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George W. Bush Reavalia Seu Discurso Antes da Guerra do Iraque

June 11, 2008

O presisente George W. Bush, admitiu nesta quarta feira, que seu discurso antes da guerra deu a impressao de que ele é “um cara muito ansioso para fazer guerra” e disse que, desejaria ter falado de forma diferente.

Numa entrevista publicada hoje pelo diário inglês The Times, admite que algumas atitudes e frases que utilizou fizeram muitos acreditar que “não era um homem de paz”.

Finalmente, Bush mostrou-se arrependido com a divisão na comunidade internacional provocada pela guerra no Afeganista e ´principalmente no Iraque. “Acho que poderia ter usado um tom diferente, uma forma de falar diferente”. Para ele, o uso de frases como “podem vir” e “vivo ou morto” deu a impressao “que eu não era, você sabe, um homem de paz”.

O presidente diz ter sido “muito doloroso” pôr jovens norte-americanos em perigo, enviando-os ao front de guerra, e assegurou que vem planejando estar se reunindo com as familias pois se sente na obrigacao de “consolá-las na medida de suas possibilidades, e assegurar que essas vidas não foram perdidas em vão”.

Fico feliz de perceber que finalmente Bush esteja mostrando que algumas de suas falas e quem sabe decisoes nao foram tao sabias.

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Crianças no Trafico

June 10, 2008

Com 11 anos de idade e ganhando mais em uma semana que a maioria dos chefes de família ganham em um mês, ele desfilava pela vizinhança com roupas e tênis de grife, ostentando um padrão longe de sua realidade. Orgulhava-se de sua posição de homem enquanto menino. A sensação era de que era imortal e invencível.

Este sentimento fez com que tentasse passar a perna em quem era mais experto e experiente que ele. Não deu certo!  O sonho acabou e se transformou em pesadelo!

Foi torturado, marcado a ferro como fazem com gado e expulso da vizinhança onde desfilava de`Super Boy“!

Correu para casa a procura da proteção materna, da mesma forma que um pintinho corre para dentro das asas da galinha mãe que se abre para proteger o filhote. Porém sua mãe, assustada, cansada, ferida e marcada por tudo que a vida lhe proporcionou, não teve condições de oferecer-lhe o que ele tanto precisava e num rompante de desespero, mando-o embora.

Ele tinha somente 11 anos, se considerava homem enquanto carregava uma arma na cintura, mas naquele momento, percebeu que era menino e queria poder se aconchegar nas asas da mamãe e chorar como bebe. Queria poder sentir seu cheiro e dormir no seu colo.

Mas a mãe estava ferida e assustada demais para poder proporcionar o que ele precisava naquele momento. A raiva da vida era tão grande que resolveu descontar no filho, como se este impulso fosse podesse aliviar um pouco o peso de sua alma, se proteger e de alguma forma preservar a vida do próprio filho.

Naquela noite, o homem menino, teve que dormir na rua. Teve muito medo, passou quase toda noite acordado, assustado com a própria sombra. Hoje dois anos mais tarde, o Menino Homem, continua na rua, sem poder voltar para a casa, com medo dos marcadores de vida e com raiva da mãe marcada pela vida.

Nestes últimos anos, uma boa parte dos meninos acabam nas ruas por causa do tráfico de drogas.

Eles são introduzidos no narcotráfico muito cedo, já na pré-adolescência. Nesta idade o menino desperta menos suspeita na entrega de encomenda além de serem mais manipuláveis do que adultos. Ganham muito dinheiro para sua idade e lidam com muito dinheiro também. Qualquer erro ou descuido que cometam, são cobrados severamente. Quando cometem algum erro ou tentam enganar seus superiores são descobertos na maioria das vezes. Quando isto acontece, ficam com muito medo e acabam fugindo para casa a procura de proteção. A família com medo os expulsa de casa, na esperança de proteger a vida do filho e também se proteger. Estas crianças se tornam meninos perigosos nas ruas dos grandes centros. São meninos que inconscientemente buscam sua infância perdida e por não encontrá-la se tornam animais ferozes na selva de pedra.

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O Dom da Hospitalidade

June 7, 2008

Me lembro alguns anos atrás, quando participei de uma festa de Natal, oferecida aos meninos de Rua do Recife. Fomos às ruas nos pontos onde costumávamos fazer abordagem, para a comemoração, só que neste dia, funcionários da prefeitura, havia recolhido os menores para uma programação fora do centro. Decidimos deixar um recado com uma moradora de rua que já nos conhecia, avisando que iríamos voltar mais tarde.

Mais tarde quando voltamos, tivemos uma bela surpresa. Esta senhora de aproximadamente 45 anos de idade, que morava nas ruas a tempo com seu filho de três de idade, pegou uma caixa de papelão, improvisou uma toalha, conseguiu uns balões, fez uma vaquinha entre os meninos, todos de rua, comprou um bolo e refrigerante, e organizou uma festa surpresa para nós que estávamos indo comemorar o natal com eles.

Fiquei super tocada com a atitude daquela mulher, que não tinha uma casa, mas não havia perdido seu dom de dona de casa. Naquele dia, aquela praça onde eu havia visto tantas crianças cheirarem cola, brigarem, usarem droga, havia se tornado uma salão de festa. Quando chegamos, ela fez questão de partir o bolo e servi-lo com refrigerante aos “tios do café”, é assim que eles nos chamavam. Aquela mulher me deu uma lição do que é hospitalidade. Hoje procuro sempre me lembrar que para receber alguém, o que eu preciso é ter meu coração aberto e não uma casa confortável.